Meu filho não come

Meu filho não come

Criança difícil de comer requer equilíbrio e paciência dos pais

A refeição em família proporciona momentos saudáveis e prazerosos, por aproximar pessoas queridas e que na maioria das vezes possuem um vínculo afetivo. Mas para algumas mamães é um tempo crucial, pois com birras e caretas, algumas crianças têm resistência para comer rejeitando tudo que está na mesa.

É preciso muita calma para não perder o equilíbrio e não agravar ainda mais a situação que na maioria das vezes se repetirá na próxima refeição. Porém, as mamães que sofrem com criança enjoada e que frequentemente nega os alimentos, muitas vezes perdem a paciência e tornam tudo ainda mais difícil para ela e para a criança.

Torne a alimentação da criança mais atrativa

Uma dica para as mamães terem o tão sonhado momento de paz durante as refeições é tornar esse momento mais prazeroso possível.

A autonomia infantil desperta na criança o interesse por determinados assuntos.

A nutricionista Isabela Bernasconi José, explica como as mamães devem proceder. “Uma das maneiras de tornar a alimentação mais atrativa para a criança é colocando-a como participante ativa tanto na decisão do cardápio como na ajuda do preparo das refeições. Ela pode fazer parte da escolha dos alimentos, da compra e na hora de preparar ela pode fazer coisas simples como lavar os vegetais, preparar um suco, mexer as panelas, enfim, de acordo com a idade e com as capacidades da criança. Deixar o prato colorido e bonito também agrada a criança”, ensina.

Durante a infância é muito importante consumir proteína, cálcio, ferro, entre outros nutrientes que são essenciais para a criança. Quando ela é restritiva para comer, a falta de uma alimentação saudável no prato prejudica na fase do crescimento.

Pois isso, alguns alimentos acabam sendo primordiais e não podem faltar na refeição do seu pequeno. Prepará-los de uma forma diferenciada é uma estratégia que funciona, além dos pais também terem um comportamento que incentiva a criança a comer certo.

Fazer a introdução alimentar com o método BLW está sendo uma forma muito utilizada pelas mamães para fazer com que o bebê se interesse pelos alimentos desde o primeiro contato com ele.

A nutricionista Isabela Bernasconi José explica qual alimento não pode faltar no prato. “Quando a criança tem mais dificuldade em aceitar alguns alimentos importantes para a rotina alimentar, estes devem ser inseridos gradativamente, podendo ser preparados de maneiras diferentes (crus, cozidos, assados, etc). Todos os alimentos são importantes: as frutas, vegetais, arroz e feijão, a carne, leite…. Alguns alimentos podem ser substituídos, como o leite pode ser substituído por derivados como o queijo, iogurte, mas alguns não têm substituição. Quanto mais variada a alimentação da criança, mais nutritiva ela é. Sempre lembrando que os pais são os melhores exemplos para os filhos”, relata.

Alimentos nos horários alternativos

Uma boa oportunidade para a mamãe aproveitar é o intervalo das refeições inserindo um alimento nutritivo que pode reforçar a alimentação diária.

Nos casos da criança que come pouco a nutricionista Isabela Bernasconi José explica quais alimentos são indicados nos horários alternativos entre almoço e jantar. “Crianças que comem uma grande variedade, mas em pouca quantidade, nos intervalos devem ingerir alimentos ricos em carboidratos bons, vitaminas e minerais e proteínas. Pode ser uma salada de frutas com iogurte, um sanduiche saudável com queijo, um copo de leite batido com frutas, sempre estimulando a variedade e qualidade dos alimentos”, relata.

Como os pais devem escolher os alimentos saudáveis para a criança

Organizar as refeições é outro fator importante para a criança. A escolha deve acompanhar alimentos saudáveis e ao mesmo tempo atrativos como explica a nutricionista. “Os pais devem sempre seguir a intuição na hora de oferecer as refeições para os filhos. As refeições devem conter sempre um alimento fonte de carboidratos (pães, arroz, frutas, raízes, cereais), uma fonte de proteína (leite e derivados, carnes e ovos) e os vegetais (frutas, verduras, legumes)”, explica.

Nos casos em que mesmo com esforço a mamãe não consegue fazer a criança se alimentar, pedir ajuda de um especialista é um meio para solucionar o problema. Afinal, você quer o bem do seu pequeno e sabe que essa rejeição pode prejudicá-lo.   “Os pais podem e devem procurar ajuda de um profissional nos momentos mais difíceis de aceitação alimentar das crianças e devem sempre lembrar que os filhos observam o comportamento dos pais, inclusive na hora de comer. Pais que têm uma dieta mais restritiva ou limitada, terão que lidar com situações mais difíceis com os filhos também”, enfatiza a nutricionista.

Nos casos em que os pais estão fora de casa ou a criança em ambientes sem o controle dos pais, o processo do cuidado na hora da refeição não muda. Eles são os responsáveis na construção do hábito que a criança vai desenvolver durante seu crescimento.

Por isso, manter as pessoas que ficarão com a criança ciente de como alimentá-la na sua ausência, orientar o seu filho em como deve fazer na hora da alimentação é um meio para não prejudicar todo o cuidado que você tem com ele. “Mesmo os pais não estando com as crianças nas horas das refeições, estas devem ser uma preocupação. Deixar um cardápio planejado, deixar alimentos saudáveis acessíveis para as crianças, como frutas higienizadas ao alcance e dificultar o acesso às guloseimas, nas escolas, se preocupar com o cardápio e com o que a cantina da escola oferece também é importante. As pessoas que ficam com as crianças nos horários das refeições e oferecem os alimentos (avós, funcionárias, etc) devem ser orientadas quanto a importância da qualidade dos alimentos”, ensina.

Alimentação diferenciada durante a semana

Durante a semana mudar a alimentação a tornando mais recreativa é uma opção viável que com cuidado pode ser aderida pelos pais como explica a nutricionista. “Os lanches, pizzas e guloseimas podem entrar esporadicamente no cardápio das crianças, de preferência aos finais de semana ou em ocasiões especiais como festas e comemorações. Quanto melhor e mais saudável for a rotina da criança, melhor”, enfatiza.

Porém, é importante o pais atentarem com o controle do açúcar na criança que adora doce principalmente em períodos de festas, comemorações ou dias comuns. “Toda criança gosta de doces. Estes devem entrar no cardápio como os lanches, eventualmente e em ocasiões especiais. De vez em quando, a família, mesmo durante a semana, pode fazer uma sobremesa depois de uma refeição completa e saudável. Assim a criança aprende a comer o doce no horário certo e em quantidades moderadas”, finaliza.

Artigo escrito por Eliane Honorato – Jornalista, formada na PUC-Campinas, possui experiência como correspondente internacional, repórter em mídias impressas e digitais. É assessora de imprensa na loja infantil on line Petit Papillon Bebê & Criança.

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